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sexta-feira, 25 de maio de 2012

algumas ilusões necessárias persistem...

imagem da net (sem fonte)




Cada vez mais, menos coisas me interessam. Mas meu interesse por essas poucas coisas é de boa qualidade, intenso na medida certa para me manter ocupada. Isso é o que chamo de "perda das ilusões que no final de contas não levaram a nada". As ilusões saudáveis, essas sim, mantenho-as, até pra poder continuar vivendo de maneira menos problemática. Aceita-se muitas coisas, outras escolhe-se para enfeitar um pouco os dias, embora sabendo que no fundo nada importa realmente. Saberemos em algum instante o que importa? Os flashbacks que me têm vindo à mente cada vez com mais frequência serão efeito de algum estado particular do cérebro ou sinal de que já é chegada a hora de começar a reler o livro da vida? Tudo isso são reflexões que - parece -  ficarão sem resposta. Quem sabe a própria vida se encarregará de decifrar esse enigma?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

PESQUISA DE OPINIÃO

                                                                                                   O Mulato - Cândido Portinari




Estou propondo uma pesquisa de opinião. 
O caso aconteceu comigo e fiquei confusa para saber a melhor atitude a tomar.
Explico: fazia compras numa farmácia e como não havia o complexo vitamínico que eu queria em tamanho grande, avisei ao balconista (um rapaz da raça negra) que iria na farmácia ao lado conferir se eles tinham o produto e caso não encontrasse voltaria para comprar com ele. Pedi que reservasse o frasco por 10 minutos, visto que era o último. Acontece que acabei encontrando o frasco no tamanho grande, na outra farmácia. Comprei lá. No entanto achei por bem voltar à primeira farmácia e avisar ao balconista para liberar aquele único frasco à venda. Quando cheguei, havia 4 balconistas atrás do balcão, nenhum deles era o que me atendeu.


Pergunta: 
como vocês se dirigiriam  aos rapazes, pois a farmácia estava vazia e todos olhavam na minha direção para me atenderem. 


O que eu disse a um deles  foi:
- gostaria de falar com o rapaz que me atendeu agora há pouco, mas que não estou vendo no momento.
Ao mesmo tempo fiquei pensando que se eu falasse : gostaria de falar com um rapaz afro-descendente que me atendeu há pouco, as palavras soariam muito estranhas e com uma conotação, aí sim, de preconceito racial. Comparando-se a situação onde em vez de um afro-descendente, estivesse um japonês, sinto que seria mais leve e natural dizer aos balconistas: - estive há pouco aqui e um rapaz japonês me atendeu...


O que vocês acham disso? Por que no caso do japonês não é preconceito e no caso do negro é?


Para mim, sinceramente, a vida está ficando muito chata e complicada com todos esses "polìticamete correto ou incorreto" ....tenho até medo de ser presa se abrir a boca para cantarolar alguma canção que na minha época era natural e ninguém se importava. A cabeça das pessoas é que está ficando um lixo.


Nota: O Portinari têve sorte de não viver nesses dias, senão já teria sido processado...