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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Tirei o bode da sala










"Tudo é relativo", sábias palavras de Einstein.

Acabamos por nos conformar (não é o mesmo que nos acostumar) a situações inusitadas e difíceis, muitas vezes acompanhadas de dor física, para não falar do efeito no "astral" que nem sempre é dos melhores..

Mas hoje aconteceu algo dentro da situação toda que já trouxe um certo alívio: estou começando a experimentar um andador e larguei as muletas num canto. Bem melhor o andador em vários aspectos. Além de eu ter apoio em 4 pontos ainda posso considerar o meu pé esquerdo o 5o. ponto, fico a uma altura do chão mais confortável, já que com muletas sempre nos sentimos como acrobatas amadores, sujeitos a um tombo do alto, o que seria fatal para minha recuperação. Tenho tido um cuidado extremo para que não leve esse tombo. Com o andador tudo fica mais facilitado e canso menos. 

É bem como a história do bode na sala. A sala (condição atual de vida) continua a mesma, mas tirei o bode e coloquei um animal menos selvagem: o andador! Deus me ajude!!!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS!










Boas Festas a todos os meus amigos do blog!

Abraços,
Sônia

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

tempo de muletas









Ficarei um tempo sem publicar no blog, mas espero que a experiência pela qual estou passando possa render um texto puxado a bom humor. Por enquanto faço um "break", aguardando dias mais agradáveis.

(sempre poderia ter sido pior) :)


P.S. = não é justo deixar meus amigos sem saberem o que aconteceu comigo. Então tentarei resumir o caso: numa aula de atividade física levei uma queda forte e achei que não houve danos maiores. Sofri com dores por 20 dias até que resolvi fazer uma tomografia: trinquei o colo do femur. Fui ao médico e há uma chance de eu não precisar operar, mas para isso tenho que fazer repouso absoluto por 30 dias para ver se o osso "cola". 

Agora vou perder a cerimônia e pedir aos meus amigos que rezem para que esse tratamento alternativo (muletas e repouso) seja suficiente para o sucesso esperado. Cirurgia já fiz muitas, mas quanto mais a idade vai avançando, aumentam também os riscos.

Andar de muletas sem colocar um pé no chão o tempo todo não é fácil!!! Acho que vou buscar emprego num circo depois dessa...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

um antúrio que sobe pelas paredes



foto da internet (autor desconhecido)




Uma vez eu vi uma casa que me impressionou muito por um detalhe. Suas paredes por dentro eram pintadas de branco e por elas subia, nos cantos, uma folhagem de um verde escuro que começava no chão, subia até o teto e continuava seu caminho pelo ângulo entre o teto e a  parede. O efeito que isso fez em mim foi tão forte que desde aquele dia (eu devia ser adolescente) prometi a mim mesma que "felicidade era ter uma sala com aquela planta subindo pelas paredes". 

Hoje, forçando a memória, não consigo me lembrar em que lugar vi essa casa ( talvez numa praia) e nem de sua proprietária ou proprietário . Para mim era o máximo da felicidade ter aquela arte natural feita pela planta nos ângulos daquela sala. 

Não encontrei a folhagem a que me referi no texto, mas era mais ou menos como a da foto, só que as folhas eram mais estreitas, sem as estrias brancas.

Fica a recordação, mas eu achar essa planta volto aqui para postar a foto.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

bom conselho






Nunca bases tus decisiones de vida em los consejos de personas que no tienem que lidiar con los resultados". 

sábado, 16 de novembro de 2013

Nosso lugar de força


Há muitos anos li esse livro e fiquei fascinada, na época. Não sei que efeito me faria agora. Só me lembro que algumas coisas ficaram fortemente registradas na memória. Lembro-me de que Castañeda falava a respeito de um local sagrado, onde era preciso estar de tempos em tempos para se adquirir uma força extraordinária. Esse lugar teria que ser descoberto com a ajuda do mestre e havia muito trabalho interior a ser feito para se saber qual era "o seu lugar de força". 

Tenho visto no comportamento de minha cachorrinha (a quem no post anterior me referi como uma "enviada por Deus") alguma coisa relacionada a esse "lugar sagrado de força". 

Desde que me mudei para este endereço há uma preferência dela por um local que fica sob as escadas dos fundos da garagem, que dão acesso às dependências onde cada morador tem direito a um espaço para guardar suas "tranqueiras". 

Sob a escada houve uma tentativa de plantar grama, mas por não tomar sol direto a grama transformou-se numa palha seca, que mais lembra a manjedoura do Menino Jesus. Minha cachorrinha escolheu um lugarzinho nesse tapete de grama seca e de vez em quando me guia até lá e deita-se num cantinho. É sempre o mesmo cantinho. Eu fico sentada num dos degraus da escadaria esperando ela "curtir" um pouco aquilo.

Bem, hoje pela primeira vez ela me chamou, fazendo sinal com a cabecinha para descer. Eu estava esquentando meu almoço mas desci até a garagem, vi que ela ficou por ali. Subi novamente e minutos mais tarde cadê a Juju? Fui direto à "manjedoura" da menina e ela estava lá, numa boa, pela primeira vez sozinha, sem contar com minha companhia. 

Acho que ela encontrou "seu lugar sagrado de força". ! Oxalá!

presente de Deus

Nunca senti Deus manifestado tão nitidamente em alguém como na minha cachorrinha. Ela me comove e me convence de que o amor existe da forma como eu entendo que deve ser o amor.
Estou preenchida de bençãos. Não necessito de mais nada.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A mente




fonte: internet  



Refletindo sobre as funções da mente e deduzindo, por tudo o que já se falou a respeito, que é lá que se abrigam os pensamentos, percebe-se mais ainda, que os pensamentos são "o alimento" da mente. Como a lenha é o alimento de uma fornalha, os pensamentos mantém a mente sempre funcionando. 


Já observamos que para algumas funções precisamos dessa útil ferramenta: fazer contas, calcular os riscos de certos negócios, atitudes, memorizar dados, planejar o que desejamos fazer, enfim, uma série de coisas que seriam impossíveis sem o auxílio de nossa mente.

Mas o que percebo é que grande parte da humanidade já tomou conhecimento também de que a mente é geradora de infelicidade. Partindo do princípio de que ninguém busca ser infeliz, há um movimento (às vezes inconsciente) em busca de um estado de não-mente para que consigamos ter a tão almejada paz. A mente gera desejo, um atrás do outro, é como o burro correndo atrás  da cenoura. Os desejos só mudam de nome e de intensidade. Mas são a lenha dessa fogueira que não se apaga nunca.

Reparem: todas as vezes que nos sentimos perturbados, insatisfeitos, ou aborrecidos de alguma maneira, quem produz isso? A mente. 

O ideal do ser humano é atingir o estado de não-mente, que certos yoguis e mestres espiritualistas seguem com certas técnicas e às vezes passam quase toda uma vida em busca desse estado que dizem, é o nirvana, é o paraíso neste mundo.

Alguns de nós já tivemos relances de sensação de não-mente. Durante uma meditação, ou mesmo em momentos os mais inesperados. Eu mesma já fui invadida por esse breve estado de bem aventurança, que chega sem se saber porque e vai embora assim como chegou. 

O problema é que isso acontece por alguma razão que está situada  fora da mente e não temos acesso a qualquer dica de como achar o caminho de volta  até esse divino estado.

Por isso considero que a maior escravidão neste mundo é a mente. Acontece que grande parte da humanidade gosta e acha muito bom viver com ela sempre presente. Não sentem a menor necessidade de experimentar outra condição da consciência. Serão eles mais felizes? Só poderemos afirmar que sim se considerarmos que a  felicidade está na ignorância. 

Quem quer viver em toda a sua potencialidade (e já percebeu que existe mais além da mente) não se satisfaz com pouco, mas tem um alto preço a pagar. 

Aprender a lidar com a paciência e frustração de não saber o caminho é para poucos. Andamos às cegas neste mundo e quando estamos quase desistindo de tudo, eis que um relâmpago risca o céu escuro da nossa alma e percebemos que não vale a pena desistir da busca. Só não sabemos como e onde buscar...


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Essa tal de "felicidade"





foto do Parque Celso Daniel tirada por mim há 3 anos



Assisti a um programa na TV Globo, dizendo sobre essa tal de felicidade. Deram exemplos de pessoas e povos que são mais felizes por isso ou aquilo.

Reservo-me o direito de discordar totalmente do que foi exposto nesse programa. Aliás, acho que produziu mais mal do que bem às pessoas. 

Pelo que tenho vivido e observado (e agora estou falando da minha própria experiência), não precisei de nada daquelas fórmulas que eles indicam para adquirir a tal da "felicidade", que é um termo que como "amor", "fé", etc., não deveria ser usado genericamente. É assunto de foro pessoal e íntimo. Cada um sabe de si e apresentar fatos e depoimentos como se fossem "receitas de felicidade" só vão levar mais ansiedade e frustração às pessoas.

Saber o que é bom para cada um de nós é tarefa pessoal e intransferível. Há que se viver num estado de consciência cada vez mais afinado, percebendo o mundo como ele é e tratando de se colocar disponível para aprender com tudo o que pudermos enquanto estamos por aqui. Aos poucos o caminho vai se mostrando mais claro. 

Acontece que as pessoas têm pressa de obter essa tal de "felicidade", como se não sentir-se pleno de bem estar fosse algo vergonhoso que deveria ser escondido a sete chaves. A sociedade é muitas vezes cruel para com os seus membros e há uma sutil satisfação em mostrar-se "feliz", com "tudo em cima", basta ver as redes sociais e as fotos das pessoas que se reunem  em família, mostrando todos os dentes num sorriso avassalador. Isso só convence os tolos. 

Dizer que uma senhora com mais de 60 anos é feliz PORQUE  arrumou um parceiro tão idoso quanto ela e sai por aí dançando todas e dizendo que é feliz, pode ser um desses exemplos aos quais me referi acima. No mínimo o casal deve ter postado uma foto nesses sites onde cada um dá um "show de felicidade" maior que o outro.

Pois eu digo que há uma falta de respeito com pessoas que são mais introspectivas, não gostam de sair "balançando a roseira" por aí, têm hobbies mais discretos (como ler, escrever, conversar com algumas pessoas dotadas de uma certa sabedoria) e que nem por isso são infelizes. 

Cada um sabe de si. O mundo está ficando muito big brother, e o pior é que as pessoas se sujeitam a participar desse circo. Sabem como matam siris? Colocam os bichos dentro de um caldeirão com água fria e ligam o fogo. Os coitados morrem sem perceber. Há muita gente que já está dentro desse caldeirão da ditadura e nem percebeu...

Eu não vou dizer aqui sobre minha felicidade. Não interessa a ninguém. Só a mim. E posso garantir que aprendi muito bem a cuidar de minha vida. Dos exemplos mostrados no programa da Globo não há um que sirva para alguém  que queira se feliz.

O caminhar consciente já é suficiente para nos mostrar como viver bem. É só fazer um pequeno esforço. O resto é marketing...

Apenas uma dica que considero relevante: para saber se você está se saindo bem nesta vida, basta consultar seu coração e observar se dele está germinando a semente do amor e da compaixão. Essa sim, pode ser a resposta.



sábado, 2 de novembro de 2013

...basta um perfume...





varanda da casa (passei bons momentos lendo Proust nessa rede)




Às vezes basta um perfume, um cheirinho de alguma coisa que já experimentei há anos passados e eis que surge todo um mundo de volta.
Hoje ao lavar a louça do almoço, não sei se pelo fato de estar batendo sol na pia (e isso me agrada muito), minha mente voltou num átimo de segundo para o tempo em que tinha uma casinha na praia aonde costumava ir nos finais de semana. Foi lá que vivi os melhores momentos da minha vida. Lembro-me bem que até lavar a louça do almoço (costumava cozinhar pratos à base de peixe e frutos do mar), trazia um conforto na minha alma que nem dá para descrever. É como se entrasse uma brisa fresca e me inundasse inteira de felicidade. Sentia-me leve, como se pudesse flutuar pela casa. 
São tantas as lembranças boas das sensações que a natureza me proporcionou naquele recanto encantador que quero não apenas recordá-los, mas tentar partilhar com todos os que conseguem captar o que estou descrevendo. Essa sensação ficará para sempre. É só eu estar em silêncio e trazer de volta as imagens que fizeram parte da experiência.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Onde ficou nossa alma







Há um momento na vida em que perdemos nossa alma: é quando nosso destino se apresenta como uma tarefa a ser cumprida. Nesse momento, nossa vida toma um rumo que não depende de nossa alma, de nossa vontade mais profunda. É como se um roteiro vindo do além se apresentasse à nossa frente e não nos oferecesse chance para uma escolha pessoal: é essa a sua missão até um certo ponto, até que se possa completar. Pode ser longa, ou curta, relativamente aos anos de vida que lhe forem dados viver aqui na Terra. E então, eis que, chegado certo momento da vida, (para mim chegou bem tarde, relativamente) cai o pano e você vê claramente o exato local onde sua alma ficou.

(da minha caixinha de escritos)

domingo, 13 de outubro de 2013

PALAVRAS À MINHA AMIGA C.



    foto tirada por mim em São Vicente em 2010



O que é essencial para cada um de nós?
O que é motivo de grande contentamento para uns pode passar despercebido por outros.

Hoje tive um momento raro: um reflexo da minha alma em outra alma, na forma de uma amiga querida.

Fazia tempo que não nos falávamos, eu respeitando seu momento de silêncio e reflexão, sabendo que ela deseja ficar mais isolada do resto do mundo, no fundo tinha a certeza de que não seria rejeitada caso lhe desse um alô. Isso porque embora sabendo que cada um de nós reage de uma forma diante das grandes adversidades e sustos que a vida nos dá, confiava no alicerce forte de nossa amizade. 

Ela, como pessoa extremamente sensível que é, precisava e ainda precisa desse silêncio para metabolizar tudo pelo qual passou há alguns anos. Eu sofri com ela, à distância. Somos corações que se entendem perfeitamente, nossa comunicação flui como água da fonte. Sempre que nos falamos é como se um jorro de luz brotasse dentro de nossas almas e pudéssemos ser o que somos de verdade. Nada de máscaras.

Hoje eu estava num daqueles momentos em que a gente se encontra só e sem esperanças de amenizar esse isolamento. Porque a solidão é muito boa para mim, mas às vezes é tanto material que se acumula dentro da alma que é preciso jogar um pouco para fora, de algum jeito. E a maneira mais natural para fazer isso ainda é através de outro ser humano:comunicar-me por palavras é meu melhor ponto de apoio. 

Essa postagem é em homenagem à minha amiga C. de quem recebi as melhores lições de vida. Sou o que sou, em grande parte graças a ela. Muitas de suas palavras me serviram como guia em dias de tormenta. Quero que ela saiba disso. Ela foi um pouco mãe, um pouco irmã, um pouco amiga e muito mestra. Tudo isso em uma só pessoa é raro encontrar. Todas as outras amigas se perderam pelos caminhos, por um ou outro motivo. Não as quero mal. Apenas nossos caminhos não coincidiram  a partir de um certo ponto. Há que se respeitar isso. Talvez foram necessárias até para eu perceber que a troca nem sempre é como imaginamos. Às vezes estamos apenas doando o melhor de nós e achamos que devemos receber alguma coisa em troca. Engano. Quem sabe era só para doar nesse caso? Pois há momentos em que eu só recebo. Então a contabilidade divina é perfeita. 

Há seres que chegam a nós como verdadeiros mensageiros de Deus. Minha amiga C. chegou há muitos anos para me aliviar de estados de espírito que andavam muito pesados para meus ombros.
Vou dar um exemplo do quanto ela me ajudou, até sem saber. Uma vez fui à busca, aqui na cidade onde moro, de um iogurte feito em casa, chamado kefir. Quem quisesse fazer o kefir em casa precisava de uma "semente", ou seja, de um pouco desse iogurte que servisse de matriz para a produção continuada. 
Pois bem, contei à minha amiga que fui parar no escritório de um advogado que fez uma tremenda encenação com o tal do iogurte, explicando detalhadamente como se deveria proceder para dar continuação ao produto. Eu já havia lido no site como se preparava o tal kefir e falei a ele que já sabia. Mas o homem queria valorizar a amostra que estava me cedendo e falava detalhadamente, chegando a me deixar na dúvida se eu seria capaz de tamanha proeza, ou seja, fazer a necessária reprodução da espécie.

Fui embora com o vidrinho como quem carrega nitroglicerina... e contei à minha amiga C. o que houve no escritório desse advogado. Ela tem um jeito peculiar de transformar as coisas complicadas em muito simples, e com apenas uma frase genial, disse: "você devia ter pegado o vidro da mão dele e dado as costas,agradecendo e dizendo que ia fazer do jeito que quisesse e dane-se..."
Minha amiga tem o dom de "desconstruir" esquemas complicados que as pessoas montam para si mesmas. Eu que tenho a tendência de levar tudo muito a sério, preciso de alguém com essa "santa loucura", para tornar  a vida menos insuportável.
Obrigada, C., nunca mais vou me esquecer de que não preciso seguir os caminhos detalhados e intrincados dos outros. Posso fazer meu próprio caminho, simplesmente caminhando com meus pés desajeitados. No final dá tudo certo!!!


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

auto-biografia
































Flores que ganhei de meu filho mais velho.Voltaram a florescer depois de um ano, com toda essa pujança! 




Incentivada por um velho amigo decidi escrever minha auto-biografia. Até agora não sei para que. Ainda me pergunto o que me motivou a isso. Mas se nunca o fiz antes foi por não desejar me expor demais. Meu amigo mostrou-me um caminho alternativo: escrever na terceira pessoa. Aproveitei e mudei nomes e não mencionei os nomes dos locais, assim me sinto à vontade para "exorcizar" o que foi (mais do que tem sido atualmente) uma vida com fortes provações. Superei a todas elas. Forças ocultas alimentaram meu espírito e me fizeram chegar até aqui. Não foi fácil, mas se cá estou é por alguma razão. E a motivação atual é instigante: descobrir qual o motivo que ainda me segura neste planeta. Já não interesso a ninguém, a não ser a uma tia, meus filhos e minha cachorrinha, e depois de filosofar só um pouco, percebi que isso é mais do que suficiente para justificar o que passei. Viveria tudo novamente, só para chegar até onde cheguei. Não trocaria minha vida pela de ninguém, até porque não saberia lidar com a vida dos outros. Para muitos, não tive sucesso em nada, para mim sou uma sobrevivente! E isso basta para tocar em frente e sentir que tudo continua até chegar a seu termo. O maior mistério é o que me move: qual é o termo da vida, se é que existe isso? 



domingo, 6 de outubro de 2013

MACACO VELHO NÃO METE MÃO EM CUMBUCA







Por mais que você queira fazer sua introdução em uma tribo diferente da sua, tome cuidado para não se sair mal. Digo isso em relação a ferir a si próprio. As pessoas não sabem de seus problemas íntimos, assim como você não sabe as encrencas mais escondidas dos outros.

Procurar ser simpático em tribo alheia é o mesmo que fazer curso de masoquismo pelo simples prazer de se ferir. 

No mundo há espaço para todos os tipos de vida, todas as formas de experiências, não insista em fazer o passado surgir a essa altura de sua vida só para se magoar ainda mais do que já tem feito. Pegue leve. 

Afaste-se de algumas situações que não lhe fazem bem, como: casais felizes (jovens ou idosos) que não vão lhe trazer benefício algum. Esse tipo de vida não foi e não mais será possível de agora em diante. Depois não se queixe de ter perdido tempo e feito papel de otária.

Se não tiver capacidade e discernimento para saber qual é sua praia, qual é sua tribo, fique quietinho até que chegue algo a seu encontro. Se for preciso, reze. Reze muito. Peça ao seu anjo da guarda que o oriente.

Por mais que pense que está preparado para lidar com situações que gostaria de ter vivenciado e infelizmente não chegaram a ser realidade para você, sempre haverá uma ferida mal cicatrizada que provocará alguma dor. 

Peça a seu protetor espiritual que interceda junto a Deus (pode também pedir diretamente a Deus), para fazê-lo pleno. Sentir-se pleno é um privilégio de poucos. Há muitos fingindo por aí que é ótimo pertencer a uma ou outra tribo. Dão verdadeiros shows de felicidade. Suspeito até que por serem infelizes querem se vingar da vida que levam, fingindo aos solitários que a tribo dos que se aturam e seguem na vidinha modorrenta de casados é a melhor do mundo. Continuam dando show de felicidade. Assiste e aplaude quem quer. Você já deveria saber que esse show que você vê, só você vê. Ele não existe na realidade.

Eu já conheço essa jogada. Não entro nessa roda. Minha tribo é tão restrita que hoje se resume a eu, meus filhos e minha cachorrinha. Tudo o mais é querer me ferir. 

Macaca velha não mete mão em cumbuca.
Cavalo não desce escada. 



domingo, 29 de setembro de 2013

higiene mental







Nunca fui de falar sozinha. Em compensação minha mente estava sempre recheada de pensamentos. Pensava demais e isso provocava uma certa intoxicação mental.

Agora que tenho uma cachorrinha, converso com ela normalmente, sempre que tenho vontade. Estou com a mente mais calma. Só a uso quando há necessidade. Não há sobrecarga. 

Todos os que sentem necessidade de comunicação deveriam experimentar um cachorro/a por algum tempo. Se não se adaptarem, existem feiras de doação de pets. Vale muito a pena. Você pode conversar o que quiser com seu pet e ele não vai censurá-lo, reclamar ou julgar. É tudo de bom!!!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Alma e Espírito







Partindo do princípio de que os animais têm alma, mas não espírito, veio-me um pensamento agora mesmo, enquanto estava lavando um pedaço de pano no tanque. A ideia chegou-me como uma flecha, mandada de outro plano, já que não estava refletindo sobre nada em particular.


Quero deixar aqui minha impressão, antes que ela se esvaia, como a maioria dos sonhos que tenho.


Percebo claramente que em minha vida abriu-se um novo portal, de cuja presença não tinha a menor suspeita até alguns meses atrás.


Percebo também que minha cachorrinha veio para abrir esse portal e ensinar-me várias coisas, como vivo afirmando aqui no blog. 


Não tenho a menor dúvida de que ao menos a maioria dos animais têm alma, que significa a capacidade de sentir e amar. Precisam sentir-se amados e retribuem de forma generosa qualquer dedicação a eles.


Nós, os humanos, temos alma, e espírito. Por termos alma, significa que também estamos sujeitos às mesmas leis da alma: amarmos e sermos amados. Essa é a razão de procurarmos amor para dar e receber, em tudo o que nos rodeia, principalmente de alguns seres vivos, de quem podemos não só dar amor como receber. Nossa carência praticamente desaparece se podemos trocar essa energia do amor até com um animalzinho. Então conclui-se que a alma se alimenta do amor.


Acontece que, nós humanos, também temos espírito. E é curioso notar, é interessantíssimo que possamos perceber isso: que o espírito já é pleno do amor que vem de outro plano, de um hemisfério superior, ao qual temos acesso apenas através do próprio espírito. Há pessoas tão bem sintonizadas com esse plano espiritual que não precisam alimentar a alma. O espírito é como um Tribunal Superior (não o nosso aqui do Brasil) que detém em suas mãos e abrange todo o amor necessário ao homem, embora muitos de nós não consigamos atingir a capacidade de buscar aí o alimento. 


Enquanto não somos agraciados com esse privilégio de poucos, vamos nos alimentando com pequenas porções que a alma nos oferece, em forma de troca de afeto com os seres vivos. Mas algo me diz que se colocarmos nossa consciência nisso, pouco a pouco ou até mesmo num lance súbito, chegaremos ao plano superior que inclui todas as formas de amor possíveis, inclusive o amor trocado com um animalzinho.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

JULGAMENTO - difícil, mas não impossível evitá-lo.





Quando eu optei por ter uma cachorrinha mal sabia o que ela iria representar em minha vida. Em todos os aspectos.

Reparei que agora sou mais tolerante e menos impaciente, qualidades que ela me ensinou. O amor que tem por mim é algo com que eu não contava mais nesta vida, nem de um ser humano, quanto mais de um animal. Filhos à parte, ninguém passou no teste do amor incondicional até hoje. Nem eu em relação aos outros, com certeza. Dou o meu melhor às pessoas que precisam de um favor, que estão carentes ou necessitadas de ajuda, mas mesmo assim estabeleço condições comigo mesma: desde que eu não perca o controle sobre minha vida, minhas opções e minha liberdade tão duramente conquistada!

Ontem percebi que ao partilhar momentos de lazer com uma amiga que convidou-me para um bate-papo numa pracinha perto de casa, devo tomar cuidado para não misturar as coisas. Explico: ela não gosta da minha cachorrinha. Isso já ficou claro várias vezes. E na praça é onde encontro ambiente para que uma cachorra se sinta mais livre e em contato com a pouca natureza que há pelas redondezas. Minha amiga sabe que eu levaria a cachorra. Mas teve um comportamento (mais de uma vez) que me fez decidir com muita clareza que de hoje em diante ou ela conversa comigo num local onde eu não esteja com a cachorra ou eu vou com a cachorra na praça e terei que esclarecer que ali a presença dela junto a mim não é conveniente. 

Reparei que toda a vez que você quer fazer duas coisas bem feitas ao mesmo tempo, uma sempre sai prejudicada.  

Ontem minha amiga foi agressiva ao voltar de uma lanchonete na praça, trazendo um lanche para saborear num banco onde havíamos nos sentado e se deparou com a seguinte cena: eu sentada no banco e a minha cachorrinha perto de uma criança de aproximadamente 2 anos, cujo pai acabava de segurá-la ao colo. 

O olhar estatelado e agressivo da minha amiga em minha direção e o que falou (detesto pré-julgamento) foram suficientes para eu tomar a decisão explicada acima: "a Juju mordeu a menina?" 

Eu calmamente falei. "Você chegou agora e já criou tamanha negatividade com uma história sua, que nem sabe se é a verdadeira? Pois saiba que eu é que recomendei ao pai da garotinha que a segurasse ao colo para evitar possíveis transtornos, pois minha cachorrinha foi maltratada por duas crianças no passado e fica apreensiva com crianças.

Depois disso minha amiga sentou-se no banco e disse: "Bem, acho que não vou comer o lanche aqui. A Juju vai me atrapalhar. Acho que vou embora"

Eu respondi na hora: "boa ideia! Também estou indo". E retirei-me na mesma hora.

Há algum tempo propus a mim mesma evitar julgar os outros. Tenho conseguido com certo sucesso. Talvez por isso eu tenha percebido tão claramente o julgamento que minha amiga fez da situação que presenciou, sem ao menos saber de todo o desenrolar da história.

Amigos servem para nos ajudar a conseguir nossos objetivos. Um dos meus principais é cessar com todo e qualquer julgamento. Obrigada, amiga. Você me ajudou com sua atitude.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SURPRESAS QUE A VIDA ME TRAZ!






quando o conheci era toda sonhos e esperança!




A vida sempre me surpreende!

Quando penso que já estou completamente esquecida por todos os que fizeram parte dela por algum momento no passado e sinto a saudade apertar, alguém se lembra de mim e sou invadida por uma nostalgia que defino como uma saudade que chora lágrimas doces.

Hoje recebi um livro de alguém que representou muito para mim nos meus vinte e poucos anos...

A nostalgia voltou com tudo: dizem que não dá para fazer voltar o passado. Claro, concordo com isso, mas dá para sonhar com ele e fazer um novo presente onde esse passado ocupe uma outra forma dentro do nosso coração: um lugar de refúgio. 

A essa pessoa, a quem quero preservar a identidade, deixo meu muito obrigada!

Vou ler esse livro com carinho a atenção. Vai ocupar um lugar de destaque na minha estante.

sábado, 7 de setembro de 2013

Tenho dois filhos ... e duas filhas



Gosto de falar daquilo que vivo, que experimento no dia a dia. E minha cachorrinha é a protagonista de muitos eventos. 
Mudei de residência no último dia 2 e ela já aprontou as suas, claro! É estressada por ter sofrido nas mãos do antigo dono mas agora tem toda a minha atenção e carinho. Até porque optei por ter a companhia de uma cachorrinha morando comigo à de um ser humano. Por algumas razões que não convém aqui explicar.

Bem, no dia da mudança eu quase tive um ataque do coração. Na hora em que os homens do caminhão de mudanças deixavam meu endereço, entrei em casa e já não encontro a Juju. Chamava, chamava e...nada. Nem um latido. Já comecei a pensar mil coisas: saiu na hora em que os homens abriram o portão e agora deve: ou ter sido roubada (na melhor das hipóteses) ou atropelada. Já estava preparada para entrar no carro e iniciar uma busca, quando minha vizinha sugeriu procurar mais uma vez dentro de casa. Como já havia feito uma busca minuciosa, não havia mais onde procurar. Eis que ouvimos um latido, não muito alto, e minha vizinha disse: é ela! Eu fiquei com o cérebro meio paralisado desde a hora em que ela sumiu e não conseguia acreditar que aquele era realmente o latido da Juju. Fui encontrá-la num armário bem pequeno, que uso para guardar panos de limpeza, toda enrodilhada, como uma "gata borralheira..."
O cérebro ainda continuou paralisado por uns minutos e só então me dei conta de que ela estava se protegendo ao máximo, já que o novo ambiente era totalmente estranho a ela.

Outro evento. Essa cachorra está comigo desde abril último e NUNCA subiu na minha cama. Nessa noite em que se escondeu no armário ela aproveitou a hora em que fui ao banheiro durante a madrugada e quando volto ela está bem acomodada sobre as cobertas. Sou contra o hábito de cachorro dormir na minha cama, mas nessa noite eu vi uma criança assustada e cedi. Foi muito bom para ambas. Devo ter passado uma sensação de segurança à cachorrinha, pois na noite seguinte ela retomou o velho hábito e retornou à sua caminha.


P.S. arrumei outra cachorrinha para fazer companhia à juju. Chama-se tootsie e veio para encantar mais ainda minha vida com essas criaturas encantadoras que são os cachorros. A tootsie é muito inteligente, espertinha, agitada e amorosa como nunca vi igual numa cachorrinha.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

homenagem póstuma - 19 de agosto (dia do seu aniversário)


Quero deixar uma pequena homenagem ao único homem que me amou e conheceu minha alma, respeitou minha natureza às vezes inquieta e mesmo assim foi sempre de uma gentileza e carinho imensos comigo!

Suas qualidades principais: bom humor, alegria de viver, delicadeza no trato comigo, generosidade, carinho, enfim, posso dizer que uma vez ao menos, na vida, encontrei um homem de verdade!

Sandro, que você esteja comemorando seu aniversário no colo dos anjos, num mundo bem melhor do que este aqui. Você merece toda a beleza e paz que possam existir para as pessoas de alma nobre como a sua!

Obrigada por ter me escolhido para fazer parte do seu coração por algum tempo neste planeta.

Espero ter o privilégio de encontrá-lo quando daqui me for.




sábado, 17 de agosto de 2013

Adiando uma tarefa adiável...




(senhores do google, respeitem a autoria da foto e deixem de deletar o que é de minha propriedade)



Acho que todos já passamos por isso, muito mais que uma vez na vida: adiar.

Pois bem, estava nessa fase, de adiar algo que acho bem chatinho de fazer (ao menos enquanto não me disponho a botar a mão na massa). E hoje foi o dia D (deles, os armários da cozinha) e fiz uma limpeza geral nos recepientes de temperos, alimentos ( farinhas, fubá, grãos, etc) que vão ficando nos potes e latas e não sabemos se ainda servem (porque esquecemos de colar no pote uma etiqueta com a data de vencimento ao comprar o produto). Mas eu vou pela intuição e pelo olfato (que é muito bom, por sinal). Já terminei dois namoros por causa disso. Um dos homens cheirava a cédulas de dinheiro velho. Ainda se fosse cheiro de cédulas novas talvez estivéssemos juntos até hoje ..hahaha

Bem, tarefa cumprida. Está tudo bonitinho, devidamente limpo, rotulado e guardado por ordem de "uma lógica toda pessoal que só eu entendo e só a mim interessa".

Minha Juju esperou pacientemente, deitada no cantinho dela, debaixo de uma colcha de lã de crochê, feita por minha mãe, que nunca sonhou que tal trabalho teria esse destino :)

Agora vou dar a recompensa à Juju, com um passeio. Está um frio de rachar. Ma ela será a primeira a sinalizar quando quiser voltar para casa. 

Bye bye...até breve!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

APRENDENDO A ESPERAR...





 suricatos 
(imagem obtida na net, que simboliza muito bem o que entendo por expectativa)




Para mim, que sempre gosto de resolver as coisas rapidamente, quando essa atitude não depende de mim e sim de outros, fico sem saber o que fazer: telefono para saber se já decidiram ou aguardo mais um pouco? Bem, estou numa situação que não é nada fácil de controlar, pois sem saber se é normal esse tempo que estou esperando, fico com mil caraminholas a dar voltas na cabeça: será isso? será aquilo? por que será?

No fundo estou exercitando a paciência. Interessante que essa virtude não é o meu forte. Mas nunca é tarde para começar a aprender a lidar com o  mais lento. Respeitar o ritmo das coisas como elas se apresentam, treinar o "tempo dos outros" e aceitá-lo como normal. 

O desagradável disso é quando dependemos apenas do outro lado para obtermos algo que estamos precisando muito. Mas dessa vez vou engolir em seco, contar até 10, 100, 1000 e começar de novo. Não posso tomar atitude alguma. Se telefonar já sei a resposta que levarei pela proa: estamos dentro do tempo normal, Sra. É assim mesmo. Essas coisas levam um determinado tempo. 

É como o motoqueiro: só tem pressa quando está atrás de nós.Quando está na frente se mete bem no meio da pista e anda devagar. É a Lei de Murphy, que funciona admiravelmente comigo. 

Talvez este seja o meu karma: paciência.... minha cachorrinha já me ensinou bastante. Observo-a quando ela me espera para sairmos a passeio, e fica me olhando com olhos doces, aceitando o tempo que preciso para me ajeitar e pegar as coisas: bolsa, celular, saquinho plástico (para as necessidades dela) e algum documento e dinheiro.

Tenho dois filhos: um é agitado como eu, o outro é tranquilo e tem um ritmo bem diferente do meu. Aprendo com um e observo a agitação do outro. Procuro ficar no meio termo.

Hei de conseguir!!!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

a casa da vovó







Ai, que saudade que eu tenho da minha infância. Tudo aquilo de que sentia falta era percebido de maneira muito sutil, porque na época me era impossivel refletir mais profundamente sobre isso e acabava passando como uma brisa que não chegava a causar grandes danos. E eu ia vivendo os meus dias como podia, aproveitando a natureza que era abundante na casa da minha querida avozinha, por quem ainda choro de saudade. Passava os dias na "floresta", que era um quintal imenso com muitas árvores frutíferas das quais acompanhava o crescimento e as 4 estações. Saboreava seus frutos deliciosos, dentre os quais: abiu (a mais gostosa fruta que já comi), jabuticaba, araçá, goiaba, fruta do conde, amora, mamão, ameixa, morango, etc.

Não vou falar da parte dolorosa de minha infância, pois o sentido desta publicação é talvez uma explicação que acabei de achar para o fato de ter buscado uma cachorrinha. 

Vejo nela minha própria criança. Vejo nela a expressão serena e a impossibilidade de comunicação com palavras de tudo o que gostaria de viver. Procuro adivinhar nessa querida amiguinha os seus mais ínfimos desejos e satisfazê-los na medida do possível. Faço uma ponte que só me faz bem. Vejo-a nos lugares da casa de minha avó, sentadinha nos degraus de uma escada que para mim era meio misteriosa, com acabamento arredondado em cimento rústico, que levava ao andar superior do sobrado, meio alvenaria e meio madeira. 

Não posso voltar à infância, mas posso estudar e resgatar o que passei através dessa cachorrinha, pois ela veio ao meu encontro para buscar um pouco de carinho. Peguei-a com 1 ano e 2 meses, de uma casa onde passou por momentos difíceis, sofrimentos, que a deixaram assustadiça e medrosa. Estou cuidando dela para que perca esse medo e adquira confiança na vida. Ela é minha própria criança muitas vezes abandonada aos próprios pensamentos, às perguntas sem resposta que costumava fazer a mim mesma.

Mas o colo de minha avó, ah, o colo da minha avó era o bálsamo para minhas feridas, principalmente quando ela se punha a contar estórias lindas, as quais  ainda me lembro, que me encantavam os dias e as noites.

Obrigada, querida vovó!