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terça-feira, 29 de abril de 2014

O eco



(imagem da internet)



Lembro-me de que quando criança tinha um gosto especial de ouvir o eco da minha voz em alguns lugares por onde passava. Era um gosto tão grande que eu chegava a parar no local e ficar testando a voz. Falava mais alto para sentir o eco, que era um mistério dos mais instigantes. 

Estava refletindo que hoje não sei se as crianças ainda buscam essa forma de explorar alguns fenômenos da física, ou seja o que for. Até eu não sei se existem ainda os locais que permitem esse tipo de experiência, em número tão abundante como quando eu era pequena. 

Acredito que o mundo está tão mudado, tão povoado, tão poluído que até o eco retirou-se para recantos mais solitários, onde há montanhas imensas que podem reverberar o som das aves e animais que morem naquelas bandas...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

uma conversa com Deus, na internet



       

(imagem da internet)

Preciso escrever algo, sinto uma comichão na alma que me força a chegar até aqui e colocar algumas palavras. Quem sabe o Todo Poderoso já anda prestando atenção à internet e ouvindo o que nós elegemos como meio de desabafo, preces e agradecimentos, em substituição às preces feitas na solidão de nossos quartos, na solidão total de nossas almas. Compartilhar sempre foi uma característica do homem, uns mais que outros, que preferem guardar a sete chaves seus anseios e segredos. Sou do tipo que precisa colocar para fora. Não necessariamente nos ouvidos de alguém, que muitas vezes não querem saber de nos ouvir e outras, não nos podem ajudar. 

Uma vez ouvi de um médico, que era melhor em filosofia do que em sua profissão: "quando você tiver um problema não comente com ninguém, a não ser que essa pessoa possa ajudá-lo".  Ele estava certo. Aliás, ninguém tem paciência e/ou capacidade de nos ouvir de verdade e dar alguma solução. O problema é nosso, a solução está conosco. 

Para mim, escrever é uma parte do alívio de carregar uma dor. Ninguém é obrigado a me ler, mas sinto que tirei algo do foco da mente, ao menos por algum tempo.

Sei exatamente do que gostaria, pois é uma constante essa cena voltar à minha cabeça quase todos os dias. Mas sei também que não troco minha vida por outra, pois é dentro de mim que vou resgatar o pouco que ainda possa ter por merecimento. Não me lembro de ter sido mesquinha, malvada ou dissimulada com ninguém. Só não consigo atinar porque algo tão simples não aconteceu. Para mim seria simples demais. Pois o que me complica a vida é essa lacuna que procuro preencher. Peço então que pare de sonhar com o que não era para mim. Tenho gratidão pelo que sou e por tudo o que tenho. Amo tudo o que me foi dado. O que me foi tirado devia estar na lista de coisas para aprender a me desapegar. A gente acaba aprendendo, mas o espinho fica machucando dentro do coração. Porque amor é eterno e saudade é uma realidade para quem ama e perde. O pior é não poder voltar no tempo e amar mais o que já se perdeu para sempre.

Acredito firmemente - ainda bem - que nada está perdido  numa futura vida. Somos tão ignorantes em matéria de "vida do espírito que nos habita" que não atinamos com a possibilidade de continuar nossa obra em outra vida. 

Eu não sei o que andei fazendo em vidas passadas, mas confesso que devo ter sido muito má. Um dia coloquei ao Supremo Criador uma oferenda: estou aqui para pagar por tudo o que for necessário. Quero sair do planeta com a contabilidade zerada. A página limpa. Quero ter direito ao amor que, ao meu jeito, distribui enquanto estive por aqui. Abro meu coração para todas as experiências que preciso ter, pago à vista nesta vida, só quero ter direito a viver sem carência de amor. Quero dar e receber muito!!!