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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

uma pequena prece de agradecimento


(imagem da internet)


Ao chegar em casa, depois de passar por alguns perrengues (basta sair de casa para isso acontecer), no trânsito, no estacionamento e dentro do supermercado (onde senti nitidamente o quanto os comerciantes tentam ludibriar o consumidor) , consegui, com certo êxito, me desvencilhar de diversos nós e arapucas no caminho. 

A sensação que tive ao colocar os pés dentro do abençoado teto onde moro, a paz que imediatamente tomou conta de mim, levaram-me a vir até este blog para dizer apenas uma frase que resume tudo o que senti:

"enquanto tivermos controle sobre nossas vidas, administrando nossas tarefas, deveres e prazeres, podemos nos considerar privilegiados e abençoados pela força divina que rege este universo".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Espelho, espelho meu...

Existe rosa mais linda do que eu? Disse a rosa para o espelho. E o espelho respondeu: "não, nem Branca de Neve é tão bela!"

Hoje recebi flores do meu filho e fiquei muito feliz! Não havia visto em toda a vida rosas tão lindas! Nunca vou esquecer deste aniversário. Ganhei poucas flores até hoje e quando um filho oferece tanta beleza à sua mãe, o perfume das flores é mais intenso!!!








o dia do meu aniversário

torta fria gaucha
torta de nozes
















Foi muito bom receber amigas que há muito não via. As pessoas estão cada dia mais cheias de compromissos, o tempo é curto para matar a saudade, principalmente quando cada um tem sua vida já organizada e dificilmente deixa tudo apenas para curtir uma velha amizade. 

Ontem foi o dia do meu aniversário e posso afirmar que saiu melhor do que a encomenda. Recebi as poucas velhas amigas, uma delas sem condições de dirigir até a cidade onde moro, no entanto nos falamos por telefone. 

Fiz uma torta fria (foto acima) por pura vontade de experimentar algo que nunca havia feito, até porque não é costume em São Paulo se achar esse prato à venda em padarias como no RS. Decidi achar a receita na internet e acertei em cheio. Esse prato é uma delícia, serve como um lanche 5***** para substituir uma série de salgados que se costuma fazer ou comprar prontos aqui em São Paulo (o que não é o meu caso), pois adoro culinária.

Arrematei com a torta de nozes acima, feita em casa também, que é muito gostosa. Passei o dia na cozinha, no sábado, pensando com meus botões: se ninguém aparecer o produto do meu esforço não será perdido. Meus filhos colaboram para isso :)

Nota: como saí do facebook reparto minhas experiências com os leitores assíduos do blog.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

uma explicação para o que vivemos *




MASSIMO ALBERTO BONELLI
* Em primeiro lugar quero deixar aqui explícito que eu sempre falo das coisas como experiências e/ou pontos de vista a partir de mim. Cada um tem sua forma de pensar e sentir as coisas e não tenho a menor intenção de ser a dona da verdade. Apenas posso dizer do meu ponto de vista, (que está sujeito a mudanças a qualquer tempo), mas respeito profundamente toda e qualquer opinião sobre o que quer que seja.

A gente só tem as experiências que precisa ter.

Por que essa frase ficou tão marcada na minha vida, desde o dia em que uma amiga disse, simples e claramente, o que eu precisava ouvir para entender o que andava me acontecendo naquela época? E essa verdade se confirma até hoje, em outra escala, menos agressiva, não isenta de dor, mas menos tempestuosa.

Por essas e outras é que constatamos a existência de uma Ordem Superior que coloca tudo nos devidos lugares. Nós não daríamos conta de fazer o próprio roteiro sem cairmos em erros graves. Porque se pensarmos que tudo nesta vida é aprendizado, temos que forçosamente, até pela lógica, concluir que há um propósito em cada experiência vivida e algo ou alguém no mundo metafísico, com gabarito para nos orientar. Se assim não fosse não haveria razão para termos nascido. Nascer é um ato de amor. É um ato de reconhecimento dessa Força Superior,de que fomos escolhidos para atravessar o portal, ou se preferirem, vários portais, que vão nos levar a um mundo até agora desconhecido, pois ninguém voltou para contar como é depois da morte. Há várias experiências no campo da doutrina espírita, que respeito, até porque na minha família uma pessoa recebeu um pedido enquanto participava de uma "mesa branca", para que fizesse um favor a seu filho, morto por tuberculose alguns anos antes de sua manifestação nessa sessão espírita. Seu pedido foi atendido e desde esse dia, sabendo do acontecido, nunca mais deixei de crer que há um mundo espiritual em cada um de nós que continua após a morte. Agora, a forma como isso se dá, a oportunidade de que alguém possa vir e manifestar um desejo em uma mesa branca, já são coisas que não poderia explicar. Ainda estou por aqui. Não tive acesso ao lado de lá. Mas já tive experiências que me deixaram tranquilamente convencida de que há muito mais no plano espiritual do que supomos. 

Nosso destino é de tal modo misterioso que às vezes pensamos que somos donos dele. Acredito que até essa ilusão nos é permitida para que possamos seguir em frente e aceitar que os abismos e pedras do caminho fazem parte do lado que não nos é permitido dirigir. Então cabe a nós abençoar cada experiência como um degrau da escada divina que temos que percorrer. Não adianta espernear. É melhor aceitar e colocar tudo dentro de uma grande atmosfera de amor. Quando você percebe, já está deslizando seus pés nesses degraus e tudo fica envolto em mais frequentes e melhores condições de galgar o caminho até o final.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A Nostalgia da Cidade Natal



(foto de minha autoria)



Quem sempre viveu na cidade onde nasceu não sabe o que é isso. É uma dor com sabor de lichia, de licor de folha de figo, desses sabores doces um pouco exóticos, experimentados poucas vezes. 

Houve um tempo em que passei a sentir amor/ódio pela cidade onde nasci. Foi o tempo em que não conseguia me libertar das provações pelas quais passava e vivi nos 23 anos em que lá morei. Durante essa época mal podia administrar o que me ia na alma. As coisas aconteciam num ritmo rápido demais para metabolizar perdas e ganhos. Aliás, as perdas eram muito grandes, provocando impacto maior do que minha alma de adolescente e jovem podia suportar. Acabei por fugir da minha cidade, confundindo um destino determinado com a impossibilidade de enxergar que as pessoas não me queriam mal. Era preciso apenas coragem de enfrentar a avalanche de golpes que sofri.

Como dizia, fugi, dando a mim mesma a desculpa de que precisava buscar em outros lugares a oportunidade profissional que almejava naquela época. Em minha cidade natal não havia mercado para a profissão escolhida, ou era muito restrito a poucas privilegiadas: as que conseguiam ocupar vagas por causa de seu QI (quem indicou) ou que eram aparentadas de algum executivo bem sucedido. No meu caso o sucesso vinha da raça, mesmo. Era passar no teste escrito, no teste psicológico, na entrevista e contar com a empatia do gerente de RH. Cheguei a pensar que havia algo errado comigo. Só fui descobrir que isso era pura cisma quando, ao deixar um emprego eu me dava o luxo de uns 5 dias de férias até iniciar em outro (felizmente havia grande disponibilidade para moças que dominavam o Inglês na época e poucas candidatas qualificadas). 

E assim me afastei de minha cidade Natal e fui vivendo outras experiências; mas ficou um sentimento de traição de minha parte. Traí a quem me abrigou por 23 anos. Então não tinha mais o direito (moral) a voltar para o lugar que um dia descartei.

Hoje, mais de 40 anos depois, sinto que a minha cidade mostrou com toda sua força o que perdi. Mostrou-me que não se deve abandonar uma luta no meio do caminho, seja por falta de forças para resistir ou qualquer outro motivo. Há que se morrer lutando no local onde nascemos. Paguei um preço muito alto por isso.

No entanto, consegui o milagre de sentir-me novamente acolhida em minha cidade. Estamos quites. Ela tem se desdobrado em abrir seus braços generosos e mostrar-me o quanto sou amada e como estava enganada ao partir de lá um dia. 

Só que agora terei de me aconchegar em seus braços sabendo que já não sou sua criança querida, mas alguém que aprendeu a desistir do colo e partir para ver em cada ser humano um irmão que sofre e luta por um lugar ao sol. 

A vivência em minhas viagens à terra natal é melhor do que esperava há tempos idos. Tenho entrado na frequência da harmonia, paz e interatividade com as pessoas. É meu dever aceitar que nada pode ser como antes, (*Como Uma Onda, do Lulu Santos) mas pode ser mais forte. Pode ser algo sem a dúvida do amor/ódio. Pode e está sendo a vivência, mesmo que breve, do amor incondicional pelos seres que cruzam meu caminho.

*Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre

Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

mais cartas enigmáticas




Aí vão mais duas cartas que meu avô mandou à minha tia, no ano de 1931. Tenho umas 15 ou 20, mas vou me limitar a essas até porque fotos e cartas, cada um gosta mais de ver quando tem relação consigo. Não quero abusar da boa vontade de meus amigos blogueiros, mas acredito que como são objetos raros, coisas que já não encontramos facilmente por aí,ofereço a vocês como um presente desta amiga virtual que sempre gosta de compartilhar coisas belas.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

cartas enigmáticas


(essa foto é tirada por mim, espero que desta vez o google respeite a propriedade)




Conversando com pessoas da minha idade, ainda não encontrei quem as conheça ou já as tenha visto em algum lugar. Acho incrível!  Será que só meu avô escrevia essas cartas? Hoje quis postar uma delas aqui, datada de 10/12/1931. Essa carta foi dirigida à minha tia, filha dele, única mulher entre os quatro filhos de meu avô José, de quem não me lembro, pois morreu quando eu tinha 2 anos de idade. 

Minha tia, filha dele, faleceu em junho último. Fiquei encarregada de embalar e fazer a mudança de todas as suas coisas (que não eram poucas), acumuladas durante toda uma vida. Não jogava nada fora, muito menos a caixinha de cartas que seu pai mandava a ela toda a vez em que minha tia ia de férias a  Poços de Caldas e deixava seu pai saudoso, em Santos, com minha avó e os filhos.

Essas cartas são preciosas. Ele foi um artista! Construiu para mim, por ocasião de meu 2o. aniversário, uma roda gigante feita a serrinha manual, toda em madeira fina, clara, onde as cadeirinhas eram representadas por cestas com balas de alfenis. Tenho uma foto dessa maravilha de roda gigante, que fazia parte do cenário onde havia um bolo salpicado de coco ralado e eu toda dengosa, fazendo pose, com vestido branco de organdi e tranças amarradas ao alto da cabeça.

Se as pessoas ao lerem isso puderem ampliar o tamanho da foto, fico feliz, pois entenderão o que é uma carta enigmática. Explico brevemente: algumas palavras dessa carta são substituídas por desenhos, feitos com bico de pena, tinta nankin preta e colorida. Uma preciosidade. Guardo-as com carinho e vou lê-las uma a uma. É claro que se alguém se dispuser a fazê-las, até por curiosidade, poderá ser usada uma caneta tinteiro. A bic nessas horas fica totalmente fora de cogitação, não faria o efeito necessário, que é "o detalhe" de cada desenho.