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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

sonho em lilás/lavanda


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a flor do sonho

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formato das pequenas árvores do sonho


Tive um sonho muito original e nítido, todo ele passado em um ambiente praticamente de uma só cor - lilás, puxado para o lavanda - lindo! Tentei desenhar a cena do sonho, mas para isso precisaria de muito tempo e algum talento, apesar de tudo ter transcorrido num breve momento e em um só local.

Estava eu numa loja que não dava para a rua, era um lugar estreito, muito "clean", onde, à esquerda de quem entrasse, havia um pequeno balcão que servia para mostrar os objetos vendidos nesse local. Eram apenas 3 objetos. Uma caixinha retangular com um tipo de pó cheiroso, talvez uma nova marca de talco, mas como era cor de rosa queimado, não entendi a que propósito servia. Logo meus olhos se fixaram em duas pequenas árvores feitas de uma flor lilás, (exatamente essa flor da ilustração acima)
 mas que aparecia confeccionada no formato de duas pequenas árvores,(conforme a segunda ilustração) com a copa redonda,do tamanho de uma hortênsia, muito delicadas. O tronco devia ser algo muito frágil, pois assim que toquei nele para ver o objeto mais de perto, uma das arvorezinhas se desfez, caíram todas as pétalas e eu fiquei consternada, olhando para o proprietário, cuja aparência não deixava dúvidas: era argentino, chileno ou uruguaio. Um senhor de meia idade, baixo, gordo (mas não muito), de pele clara e cabelos lisos pretos. Muito bem arrumado e gentil. Assim que vi a árvore se desfazer e suas pétalas caírem todas sobre o balcão, eu disse: "puxa, que pena, quero pagar pelo estrago. Veja por favor quanto é". Ele disse: "pois não. Vou lá dentro ver o preço". Enquanto isso eu segui por um corredor que era continuação do lugar, bem estreito, de um lado pintado de lilás, assim como a loja inteira e o balcão. Numa das paredes desse corredor havia um trabalho feito artesanalmente, de flores bem grandes em alto relevo, como se fossem enormes lírios estilizados, todos em cor pastel, não fugindo muito dos tons próximos ao lilás: azul lavanda e um tom claro de vinho, talvez um pouco de amarelo bem suave, também. Voltei e perguntei ao dono, que já se aproximava, quanto eu devia. Ele disse: "240, bem, 200 reais". Eu me lembrei com alívio que tinha levado cartão, mas estava sem dinheiro. Antes mesmo de pegar o cartão para pagar, acordei.

Nota: em todos os meus sonhos, sem exceção, estou envolvida em alguma enrascada, em algum problema. Ou perco o caminho de volta, ou fico numa situação embaraçosa, com a roupa rasgada ou suja, ou roubam meu carro, enfim, isso é rotina em meu mundo onírico.


Talvez Freud pudesse explicar. Mas a essa altura já não faço tanta questão disso.

domingo, 18 de outubro de 2015

PEDIDO DE DESCULPAS ou ARREPENDIMENTO POR TER PARTIDO





Deveria ser proibido sair de sua cidade natal antes dos 30 anos de idade. Porque até essa idade acontece muita coisa que não nos deixa raciocinar com calma e vamos tomando atitudes que nos deixarão cheios de arrependimento mais tarde. Devia haver um policial que nos segurasse à força e nos impedisse de partir.


Claro que há razões para se deixar o lugar onde nascemos e que por muitas vezes foi palco de grandes sofrimentos, tanto na infância como adolescência. Mas é no lugar onde nascemos e vivemos boa parte da vida que fica nosso coração para sempre. E viver longe do coração só pode dar em bobagem!


Fazendo um exame de consciência (expressão muito usada pelas freiras do colégio onde estudei), descobri o motivo que me fez sair de Santos, minha cidade do coração. Assustada com a necessidade de contar comigo mesma para viver, percebi que os salários para secretária bi-lingue não eram lá suas coisas e tentei a sorte no ABC, onde se pagava um pouco mais. 


Foi aí que peguei a estrada errada. MEU CORAÇÃO NUNCA PERTENCEU AO ABC NEM A SÃO PAULO. Meu coração ficou em Santos. Fui fraca em não aguentar firme, Deveria ter passado por todas as dificuldades financeiras e ter fincado os pés no lugar em que me sentia mais segura emocionalmente. Sim, porque havia minha tia que sempre foi uma madrinha protetora. Deveria ter passado a pão e banana com ela do que ganhar uns "caraminguás" a mais e ter deixado para trás meu coração.


E assim estou até hoje. Moro onde não quero e ao ver amigas do tempo de infância no face book chego a chorar de saudades. Agora é tarde. Ninguém sente por mim o que eu sinto por essas queridas pessoas que continuaram em Santos.


Estou escrevendo isso para pedir desculpas à minha terra por tê-la abandonado. Estou velha mas ainda pretendo viver lá se me for dada a chance. Sozinha será difícil. Mas tudo vale a penal, quando a alma não é pequena!!!

sábado, 12 de setembro de 2015

PARA QUE VIEMOS PARAR AQUI




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Cada um tem sua vida, seu roteiro a seguir e isso é o que menos importa. No final o que importa mesmo é para que você veio aqui. Já se perguntou? 

Faça um teste. Vá ao espelho e olhe-se fixamente nos olhos por algum tempo, pode contar até 10, ou 20, bem devagar. De repente você vai se emocionar com o que vê. Você entra em sintonia com um sentimento que não está presente quando apenas olha sua imagem por alguns segundos para se arrumar, pentear-se, maquiar seu rosto ou fazer a barba. Se conseguir demorar um pouco mais ainda olhando-se nos olhos, vai sentir um desconforto, até um pouco de medo que pouco a pouco se transforma em um  profundo amor por si mesmo nascendo naquele momento. A isso chamarei sintonia do amor.

Viemos aqui para descobrir isso, o amor. E ao descobri-lo ficamos preenchidos por esse sentimento que começa a ser derramado em todos os seres com quem nos relacionamos. Você começa a ver em cada ser vivo algo que não dá para explicar em palavras, mas que se assemelha àquilo que você vislumbrou olhando seus próprios olhos no espelho. 

Parece que tudo ganha uma harmonia e paz que não existiam antes. Tentar levar esse momento para sua vida pode ser uma experiência difícil, mas não é tanto assim. Apenas confie naquilo que você experimentou por alguns segundos, recorde-se desse momento e talvez tenha o privilégio de vivenciá-lo mais vezes. Só por isso viemos aqui: para conhecer o AMOR.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SIMPLES ASSIM



(imagem da internet)


Hoje ouvi uma frase de que gostei:

"Quer conhecer seu namorado, case-se com ele. Quer conhecer seu marido, separe-se dele".

É a mais pura verdade. Simples assim.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

poesia para ser lida em forma de oração nos dias atuais


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Tarefa
Geir Campos

Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
mas avisar aos outros quanto é injusto,
sofrer o esquema falso e não ceder
mas avisar aos outros quanto é falso;
dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a noção pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.

Geir 
Nuffer Campos nasceu em São José do Calçado (ES) no dia 28/02/1924. Foi piloto da marinha mercante e ex-combatente civil na Segunda Guerra Mundial. Formou-se em Direção Teatral (FEFIERJ-MEC, Rio), mestre e doutor em Comunicação Social pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual foi professor. Sempre engajado nas lutas de seu tempo, foi um dos fundadores do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Tradutores, hoje Sindicato Nacional dos Tradutores, de que foi presidente. Em 1962 candidatou-se a vereador na cidade de Niterói, mas foi derrotado.

Jornalista, colaborou no "Diário Carioca", "Correio da Manhã", "Última Hora", "O Estado", "Diário de Notícias", "Para Todos", Letras Fluminenses", "Jornal de Letras" e no jornal "A Ordem", de sua terra natal.

Radialista, apresentou na Rádio MEC, por mais de 20 anos, o programa "Poesia Viva".

Foi diretor da Biblioteca Pública Estadual de Niterói (1961-1962), transformando-a em um centro cultural. É de sua autoria, juntamente com Neusa França — que fez a música —, a letra do hino oficial de Brasília (DF).
A vida de Geir parece ter sido sempre ligada ao livro. Filho de pai dentista e mãe professora, estudou como interno no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, o que deve ter fortalecido sua relação com a cultura escrita. De bom leitor passou a estudioso de línguas e literaturas. Morando em Niterói (RJ) desde 1941, logo conheceu os jovens do Grêmio Literário Humberto de Campos e a livraria-engraxataria Mônaco. Tornou-se uma espécie de guru na vida literária da cidade, orientando os escritores interessados em conhecer as novas tendências literárias, nacionais e estrangeiras. Trouxe para autografar nas reuniões matinais do Grupo de Amigos do Livro, presidido por Sávio Soares de Sousa, na então já Livraria Ideal, nomes como Astrojildo Pereira e Moacyr Félix, seu amigo da vida inteira.Começou a escrever, em 1940, contos e poemas originais ou traduzidos, que foram publicados na imprensa. Em 1950, seu primeiro livro de poesias, "Rosa dos Rumos", foi publicado. Depois vieram "Da profissão do poeta", Canto claro & poemas anteriores", "Operário do canto", "Cantigas de acordar mulher", "Metanáutica" e "Canto de Peixe", dentre outros. Sua bibliografia inclui livros de contos, peças teatrais, obras de referência, literatura infanto-juvenil, ensaios e teses. Incluído pela crítica na famosa "Geração 45", que renovou a poesia brasileira, ao final dos anos cinqüenta já havia publicado nove livros de poesia, tendo recebido, em 1956, o Prêmio Olavo Bilac da Prefeitura do Distrito Federal por "Canto Claro & Poemas anteriores". Exímio tradutor, verteu para o Português obras de Rilke, Kafka, Brecht, Shakespeare, Herman Hesse, Walt Whitman e Sófocles. O ensaio "Carta aos livreiros do Brasil", obteve menção honrosa no concurso ao Prêmio Monteiro Lobato, promovido pela Academia Brasileira de Letras. Publicou significativa obra ensaística sobre tradução, que até hoje é fonte de referência para os interessados no assunto. É, também, de sua autoria, o "Pequeno Dicionário de Arte Poética", obra que contém centenas de verbetes e remissões, com farta exemplificação e resenha bibliográfica.

Fundou, com Thiago de Melo, em 1951, as Edições Hipocampo, que revolucionou as artes gráficas no Brasil. Foram publicados textos poéticos, em prosa e verso, de autores consagrados e novos, todos ilustrados primorosamente por grandes artistas. Os livros eram compostos tipograficamente, diagramados pelos próprios editores e impressos após o expediente da gráfica de fundo de quintal, em Niterói, dirigida por Antonio Marra e Armando Cabral Guedes. O processo de acabamento era feito na casa onde 
Geir residia, com a colaboração de toda a família. Dobravam-se as capas em forma de envelope, onde se inseriam as folhas soltas. Com tiragens médias de 116 exemplares, em dois anos foram feitas 20 edições, que incluíam nomes como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Iberê Camargo, João Guimarães Rosa, Fayga Ostrower, Santa Rosa e Darel Valença.

Dele falou 
Aníbal Bragança, professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, autor, com Maria Lizete dos Santos, de "Geir Campos - O poeta, o editor & a Carta aos livreiros do Brasil", de onde extraímos os dados acima: "Geir Campos não foi apenas um artesão da palavra e um operário do canto. Esteve em todas as frentes de ação pelo fortalecimento do livro, como editor, como bibliotecário, como tradutor, como líder da categoria, como professor e como autor. Autor, diga-se, de uma obra sólida e múltipla, rica e diversificada, que marcou a literatura brasileira da segunda metade deste século".Geir Campos faleceu no dia 08 de maio de 1999, aos 75 anos, em Niterói (RJ).

Poema extraído do livro "Geir Campos - Antologia Poética", Léo Christiano Editorial Ltda. - Rio de Janeiro, 2003, pág. 89, organizada por Israel Pedrosa.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

o medo é o último sentimento a desaparecer ( e às vezes nunca desaparece)





imagem da internet


Dependendo da intensidade do sofrimento durante a vida, a pessoa pode vir a deixar de amar e respeitar alguém com quem conviveu num ambiente impregnado de medo permanente. Com o tempo, acaba o amor, acaba o respeito por essa pessoa, mas há um sentimento que persiste, mesmo depois que o malfeitor já tenha morrido. 

O medo é algo que fica gravado a ferro e fogo, cuja cicatriz ainda dói a cada vez que é tocada.

Morre-se com ele.

Por isso é bom crer que há reencarnação e um certo livre arbítrio para que, ao pagar nossas pendências numa próxima vida, possamos escolher não deparar com quem nos feriu profundamente. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

arroz queimado ou mentirinhas necessárias



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Por causa de uma panela de arroz queimado tive o impulso de vir até o meu blog publicar o que me veio à cabeça em seguida.

Primeiro quero explicar como aperfeiçoei a técnica de disfarçar um arroz queimado no fundo da panela. Acontece às vezes,mesmo estando eu na cozinha, preparando refeições, acabo deixando de vigiar o arroz. Aprendi. por experiência própria, que há uma técnica a ser usada que dispensa jogar todo o arroz fora e fazer outro. Pegue outra panela, transfira com um garfo o arroz da panela em que foi feito, tomando o cuidado para não deixar na nova panela nenhum grão queimado. Não tampe a nova panela de arroz, para que o cheiro de queimado que ainda resta possa se dissipar. 

E agora vem a filosofia a respeito desse fato:

eu costumava ser muito "certinha", muito de contar toda a verdade, mesmo quando não solicitada. E reparei que só perdia com isso. Ao contrário, ganhava críticas, nem que fossem pequenas. E reparei que não gosto de críticas, mas sou obrigada a recebê-las e me calar, quando têm fundamento. Descobri que certas vezes, quando há uma forma de camuflar o que aconteceu sem que isso cause algum prejuízo a outros, por que não fazê-lo? 

Ninguém é tão verdadeiro a ponto de ouvir (como é o meu caso), mãe e irmã comentarem quando eu era mais nova: "se eu abrir um comércio vou colocar a Sônia no caixa. Nunca vi pessoa tão íntegra". Confesso que isso não me trouxe na vida prática muitos benefícios, fora minha consciência limpa. Mas a consciência pode ficar igualmente limpa se você usar certos desvios de rota, desde que sejam para facilitar sua vida e não prejudicar terceiros. 
Hoje quero mais leveza, o tempo que me resta é menor, preciso saber usá-lo com maestria. 

E só para terminar, meu filho almoçou e nem percebeu que o arroz havia queimado. Contei-lhe que isso inspirou uma postagem no meu blog, que estava a meio caminho. Ele deu risada e concordou comigo. Felizmente não é parecido com a mãe e vive a vida com menos exigência de si.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

beijo na testa





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(imagem da internet)




Mulheres de 60 anos ou mais, por favor, fiquem alertas. Não deixem que homem algum lhes beije a testa. A não ser que sejam seus filhos ou netos. Qualquer desconhecido que em alguma reunião chegar para cumprimentá-la e tascar-lhe um beijo na testa, esteja prevenida: vai ser um choque. Principalmente se for a primeira vez que isso acontece.

Aconteceu comigo, ontem. Estava numa reunião de pessoal mais jovem que eu (média 35 anos) e eis que chegou um homem corpulento, careca, policial e que por educação, não nego isso, deu-me um beijo na testa. Toda a primeira vez a gente não esquece. O primeiro beijo na boca, o primeiro sutiã, a primeira transa, tudo isso é lembrado nos mínimos detalhes. Só não sabia que ia passar pelo "beijo na testa" e ficar tão chocada. Fiquei, não nego. Pela primeira vez vi que sou uma senhora idosa para os outros, embora nunca tenha me sentido assim. Nem nos meus sonhos, em que sempre apareço com uns 35/40 anos. Nunca sonhei comigo na idade em que estou.. 

Acho que nem Freud explica...

sexta-feira, 12 de junho de 2015

quem habita meu coração




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Quantas vezes no dia 12 de junho fiquei triste porque não tinha namorado...

Como a gente é boba quando jovem. Sofre por bobagem.

Hoje quero comemorar por não ter compromisso com ninguém. Quero de homem só amizade. Nada que signifique sacrificar meu tempo tem mais sentido. Sou feliz com minha vida do jeito que se revelou e vem se configurando a cada momento. Meus filhos e minhas cachorrinhas são as criaturas que no final das contas me trouxeram mais alegrias e felicidade na vida. Aos quatro agradeço por serem parte do meu destino!

A todos os que não conseguiram fazer parte do meu coração desejo sinceramente que tenham encontrado morada no coração de outros.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O ralador de noz moscada ou "onde vão parar as coisas"?

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Costumo filosofar nos mais estranhos lugares.

Agora mesmo, preparando almoço e ralando noz moscada sobre um prato que estava refogando, lembrei-me de minha mãe, quando ralava noz moscada na carne moída e preparava deliciosos almoços para a família. 

A pergunta que me veio à cabeça é: onde estará neste exato momento, o ralador de noz moscada de minha mãe? Já se terá convertido em pó, em algum lixão de Santos, com certeza. Mas sempre que me lembro de algo que já não tenho mais, penso: em que estado físico se encontra isso ou aquilo que era meu, de que gostava tanto e de repente escapou-me das mãos? Com muitos livros e apostilas aconteceu isso. Não fui eu quem os descartou!

As pequenas coisas estão significando cada vez mais para mim

Continua um mistério...

sábado, 30 de maio de 2015

HOMESICK

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Quando criança costumava desenhar casinhas mais ou menos como essa. Sentia um acolhimento só de traçar uma porta, duas ou três janelas, e sempre uma ou duas árvores nas laterais e me imaginar morando nelas.


Até hoje tenho o costume de admirar certas casas, em passeios a pé com minhas cachorrinhas e fico pensando em como deve ser a vida das pessoas que as habitam. Crio verdadeiras "short histories" , recheadas de vida, ricas em movimento, trocas, alegrias, compartilhamento de problemas, enfim, fatos que acontecem a quase todos nós. 


Uma casa, para mim,  é o símbolo do que precisamos para estar bem situados emocionalmente. E é principalmente o que existe entre as suas paredes o que mais conta. O que se vive, o que se compartilha. O que se chama "lar".


Uma casa é nosso mais íntimo desejo de aconchego, acolhimento, pertencimento. Pode ser pequenina, mas tem que abrigar muito amor dentro de seus cômodos. 


Sempre vou gostar de criar histórias sobre famílias que vivem dentro das casas que vejo e que me chamam a atenção por algum motivo. Às vezes chego a sentir o "clima", o "ambiente" dentro daquelas paredes. Tenho vontade de bater à porta e perguntar a quem mora nessas casas: você sabe o tesouro que é morar num lugar como esse? 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Roberto e Ana

Em prisão domiciliar desde 16 de maio, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que há dez anos denunciou o esquema do mensalão, realiza seu casamento com Ana Lúcia Novaes, de 46 anos, na Ilha de Capri, casa de festas em Três Rios
"Minha linda, minha Ana, você desperta em mim o encanto pela vida, "Minha linda, minha Ana, você desperta em mim o encanto pela vida, você me enternece, e a ternura faz de mim um ser humano melhor. Você desperta em mim os instintos mais deliciosamente primitivos", 
Tudo bem. Ele é corrupto, ou pelo menos já foi. A única diferença entre ele e os milhares de outros é que foi o primeiro a abrir a boca e denunciar. Não conheço as entranhas do poder mas sempre tive uma certa simpatia por Roberto Jefferson. E agora, vendo essa imagem, chego a acreditar que o amor verdadeiro existe. O rosto dele e a expressão carinhosa de sua noiva  chegam a emocionar. Ao menos a mim aconteceu de por uns instantes vislumbrar o que pode ser o amor de verdade entre um homem e uma mulher. Faço votos que sejam felizes e tenham vida longa!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

um pouco de Clarice...


(lugar onde li os livros de Clarice)



Olhei para minha pequena estante de livros onde guardo meus queridos (que não venderia por preço algum) e meus olhos caíram no volume de Clarice Lispector, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, que já li há muito anos. Folheando as páginas já meio amarelecidas e com o perfume dos livros antigos, deparei-me com trechos marcados a lápis, das frases que na época produziram algum impacto em mim. Transcrevo abaixo, talvez alguém goste de recordar Clarice...

NOTA: ESTE LIVRO se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte do que eu. C.L.

pág.19 - ...seu descompasso com o mundo chegava a ser cômico de tão grande: não conseguira acertar o passo com as coisas ao seu redor. Já tentara se pôr a par do mundo e tornara-se apenas engraçado: uma das pernas sempre curtas demais.

pág.31 - Lori tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa das mãos de Ulisses enquanto a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo - em breve ela teria que soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.

pág.35 - Por mais intransmissível que fossem os humanos, eles sempre tentavam se comunicar através de gestos, de gaguejos, de palavras mal ditas e malditas. (aí fiquei na dúvida se houve erro de concordância com a palavra "intransmissível", ou falha da revisão).

pág.40 - Só com Ulisses viera aprender que não se podia cortar a dor - senão se sofreria o tempo todo.

pág.42 - Ela se guardava. Por que e para que? Para o que estava ela se poupando? Era um certo medo da própria capacidade, pequena ou grande, talvez por não conhecer os próprios limites. Os limites de um humano eram divinos?

pág.49 - Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas.

pág.55 - Era mais ou menos isto: é só quando esquecemo todos os nossos conhecimentos é que começamos a saber.

pág.58 - alivia a minha alma; faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que me lembre de que também não há explicação porque um filho quer o beijo de sua mãe e no entanto ele quer e no entanto o beijo é perfeito, faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma também incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma pois senão não poderei sentir que Deus me amou, faze com que eu perca o pudor de desejar que na hora de minha morte haja mão humana amada para apertar a minha, amém. (nota: na pág. 125 há a mesma oração porém com algumas modificações no texto).

pág.65 - Temia que Ulisses se cansasse daquela sua resistência paquidérmica em deixar o mundo entrar nela, e desistisse. E o desespero a tomava.

pág.72 - Surpreende seu próprio pensamento: então ela planejava de fato um dia ser sua? Pois enganava-se sempre pensando que se tratava de uma espécie estranha de amizade e que assim continuaria sempre, até murchar como uma fruta que não é colhida a tempo e cai apodrecida da árvore para o chão.

pág.: 75 - Não é por nada que olho: é que eu gosto de ver as pessoas sendo.

pág.115 -  Ela conhecia o mundo dos que estão tão sofridamente à cata de prazeres e que não sabiam esperar que eles viessem sozinhos. E era tão trágico: bastava olhar numa boate, à meia-luz, os outros: era a busca do prazer que não vinha sozinho e de si mesmo.

antes o sofrimento legítimo que o prazer forçado.

pág.119 - pois com os amantes que tivera ela como que apenas emprestava o seu corpo a si própria para o prazer, era só isso, e mais nada.

E pensar que os filhos do mundo crescem e se tornam homens e mulheres, e que a noite será plena e grossa para eles também, enquanto eu estarei morta, plena também. 

pág.132 - Que faria dessa lucidez? Sabia também que aquela sua clareza podia se tornar o inferno humano. Pois sabia que - em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade - essa clareza de realidade era um risco: "Apagai pois a minha flama, Deus, porque ela não me serve para os dias. Ajudai-me de novo a consistir de um modo mais possível. Eu consisto, eu consisto."

pág. 133 - Pelos minutos de alegria por que passara, Lóri soube que a pessoa devia deixar-se inundar pela alegria aos poucos - pois era vida nascendo. E quem não tivesse força de ter prazer, que antes cobrisse cada nervo com uma película protetora,com uma película de morte para poder tolerar o grande da vida.

pág.135 - E Lóri pensou que talvez essa fosse uma das experiências humanas e animais mais importantes: a de pedir mudamente socorro e mudamente esse socorro ser dado.

pág.161 -  - A noite de hoje está m parecendo um sonho.
                  - Mas não é. É que a realidade é inacreditável.

pág.169 - Existir é tão completamente fora do comum que se a consciência de existir demorasse mais de alguns segundos, nós enlouqueceríamos. A solução para esse absurdo que se chama "eu existo", a solução é amar um outro ser que, este, nós compreendemos que exista.
                  



quarta-feira, 13 de maio de 2015

lucidez





Lucidez, como é importante! Facilita a vida da gente e a dos outros. Mas cuidado com ela, há que se saber administrar a dosagem.

Estou vivendo uma fase em que preciso cada vez mais de lucidez para não me iludir e gastar o precioso tempo que me resta à toa.

Quero dizer com isso que planos a longo prazo já não fazem parte da minha vida. Planejo o dia, talvez a semana, e só!

Há coisas que já posso deixar de lado e não me farão a menor falta.
Há coisas que devo seguir fazendo até para não deixar a mente muito solta, servindo como oficina do diabo.

Limpar o local onde moro, preparar o alimento, cuidar das compras necessárias, são tarefas que me ocupam o bastante para o dia.

O que não devo fazer são muitas coisas e vou poupar o leitor. Destaco a mais recente descoberta: posso, mas não desejo, sair de carro à noite para lugares muito longe de casa. Bateu um medo de ser assaltada nos sinais. Exceção: viajar para o litoral (minha cidade natal) é um programa que faço com muito gosto!

Aceitar cada dia como uma dádiva e agradecer por estar disponível para quem precisar de minha ajuda.

Perceber que há pessoas que não querem minha ajuda e respeitar isso.

Não se surpreender com  mais nada, especialmente com pessoas que tenham comportamento próximo ao bizarro, totalmente inesperado, frente a fatos corriqueiros que deveriam ser encarados com gentileza e naturalidade.

A cada dia vou aprendendo mais um pouco, nunca deixando de ser alegre e grata por tudo.

NÃO HÁ DÚVIDA: ESTAMOS AQUI PARA APRENDER NA ESCOLA DA VIDA, A ÚNICA QUE NOS DARÁ O MELHOR DIPLOMA QUE PODEMOS OBTER: O DIPLOMA DA VIDA VIVIDA COM PLENA CONSCIÊNCIA!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

RETROSPECTIVA



imagem da internet

Breves insights me levam a sentir que minha vida até aqui tem sido de um valor extraordinário. Nada foi vulgar, as experiências todas vieram carregadas de um conteúdo que passou desapercebido à época em que aconteceram, mas agora tudo começa a fazer sentido. Cada insight chega pleno de colorido e força. Foi a minha vida. Foi o que fez parte do meu roteiro. A cada dia consigo mais e mais abrir um espaço entre o que vivi e o que sou hoje e assim poder ver tudo com uma certa isenção de julgamento. Mas dá para sentir que foi uma história feita para mim, talvez até escolhida por mim para que chegasse o momento em que pudesse utilizar um novo olhar, com mais carinho e admiração. Admiração de ter sobrevivido a muitos impasses, e mais que tudo, agradecimento por estar conseguindo ver tudo novamente, de uma forma nova, cheia de vigor!

É difícil explicar o significado do texto acima para quem não viveu ou está vivendo essa experiência, mas o título do post dá uma ideia do que seja.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tenho que aprender a deixar isso....






Pego-me em flagrante muitas vezes. Quando me deparo com uma situação que não vivi e que gostaria muito de ter experimentado. A carência ficou e uma necessidade quase doentia de perseguir esse sonho, embora sabendo que já não será possível torná-lo realidade. É aceitar ou aceitar. Não há saída melhor. Qualquer atitude para forçar um sonho que virou um aborto seria uma violência contra mim. Então caiu-me como uma luva o texto abaixo e percebi que embora tenha que pedir perdão a Deus por desejar algo que não era para mim, tenho conseguido viver no silêncio, aceitando em silêncio o que é agora realidade. Só não aprendi ainda a conseguir o silêncio da alma, só não aprendi ainda a não desejar ter tido o que não tive. É como se enquanto tenho vida possa achar-me no direito de ficar frustrada. O silêncio que aprendi foi não falar a ninguém sobre meu sonho não realizado, agora falta o mais difícil: nem lembrar mais dele, como um adulto faz quando não liga mais para mascar chicletes com a mesma vontade que tinha quando criança. 




Depois do começo
Esta nova acção total não combina contigo, com essa tua parte construída com informação e opiniões. Procuras então alguma actividade fragmentária para recomeçar o círculo do absurdo, do nada escuro que te chama com inquietude e nostalgia a partir do teu próprio ser. Mas estás solenemente acordado e vês a impossibilidade de regressar do todo para a parte. Encontras-te num inferno de paz. Ocultar um desgosto, sepultar uma dor com o sexo, com a acção social, com a bebida, com a chamada “religião”, com a chamada “política”, com qualquer das inúmeras palas que usamos, é semelhante a enterrar uma semente que inevitavelmente explodirá em centenas de raízes ocultas de novas dores, de novos sofrimentos. Enfrenta a dor, não a respeites, que morra agora quando surge, porque com a primeira distracção ou consolo, não fazes senão enriquecer a sua fertilidade. Destrói as sementes da dor abordando o sofrimento agora mesmo, com as armas mais difíceis de forjar: a quietude e o silêncio.

Tens que enfrentar a essência do teu problema. Aprender a arder com a tua própria tranquilidade, a queimar-te a cada segundo na sagrada arte e difícil ciência do teu próprio silêncio, e aprender a inesgotável lição do teu silêncio.

Trecho do livro - O Manual do Homem Novo, Dr. Feldman Gonzalez
(traduzido por Isabel Gonçalves, Portugal)

sábado, 25 de abril de 2015

NOSTALGIA




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De repente, do nada, veio-me à memória uma amiga de juventude, que morava a poucas quadras de minha casa e com quem saíamos de vez em quando, eu e minha irmã. Era uma pessoa suave, sempre tranquila, a quem eu admirava, talvez por ser eu tão diferente, sempre repleta de inquietações existenciais. 

Mas o que mais se ressaltou nessa lembrança, agora, sem mais nem menos, foi a pergunta: o que andará ela fazendo a essa altura da vida? Estará casada, viúva, separada, solteira, com filhos, netos, enfim, qual será seu estilo de vida no momento? Se ela soubesse o que eu vivo...bem, nem sei se ainda se lembra de mim, ou se minha imagem vem à sua memória apenas em momentos que se associam a fatos da cidade onde vivemos na infância,  adolescência e juventude.

Isso que escrevi acima é o que se pode chamar seguramente de NOSTALGIA.( Oxford English Dictionary: Sentimental longing for or regretful memory of a period of the past, esp. one in an individual’s own lifetime; (also) sentimental imagining or evocation of a period of the past) .

Decididamente não gosto de nostalgia. Prefiro o momento presente.

Por que a memória, se o que precisamos para tocar a vida sem melancolia é viver o momento? Memória devia ser um dispositivo que acionássemos intencionalmente e não esse fantasma que chega de repente para deixar um gosto triste de certeza do "nunca mais".

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Os intermediários



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Gosto da primavera e do outono, gosto do café da manhã e do lanche da tarde.

Mais do que do verão ou do inverno, gosto da primavera e do outono.

Mais do que do almoço ou da janta, gosto do café da manhã e do lanche da tarde.

É apenas um gosto. O gosto pelos intermediários, por aquilo que não é bem definido.

Há uma beleza e um sabor especiais nos intermediários.

domingo, 12 de abril de 2015

Castelos de Areia


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O mar veio e destruiu um a um, ainda em fase de construção, todos os meus castelos de areia.

MISTÉRIOS DA MENTE



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Por que  algumas cenas passadas voltam de vez em quando à memória, mesmo que aparentemente não tenham tido o menor significado para mim? 

Por exemplo, me vejo em duas situações totalmente comuns, que voltam à memória de tempos em tempos, sem que tenha havido intenção de fazê-las surgir na mente.

Uma vez, estava em São Vicente, isso há muitos anos, devia ter uns 18, 19 anos e passei por um local onde havia um tipo de edifício pintado de branco, com um muro arredondado, que não me recordo o que era, se uma igreja ou repartição pública. Lembro-me bem do muro arredondado e eu estava na calçada passando por lá.  Outra vez eu já tinha entre 27 e 30 anos, estava saindo da casa de uma manicure, por um corredor que ficava paralelo ao jardim da casa. Nos dois casos não havia acontecido nada que me tivesse deixado abalada emocionalmente. 

Então fico pensando que nossa mente tem várias gavetas, e numa delas talvez sejam guardados os momentos em que houve uma grande conscientização, embora nenhuma intenção consciente de registrar os fatos. Só que para a mente isso não deve fazer diferença. A diferença está na força consciente que produz um registro indelével. Mais tarde, com o correr dos anos, esse registro volta à tela mental sem que saibamos o motivo. E outras coisas que teriam sido mais marcantes em minha vida, envolvendo pessoas e questões emocionais carregadas de intensidade, entraram para o território da maioria dos sonhos que temos, ou seja, um lugar a que não teremos acesso nunca mais. Só sei que existiram quando alguém faz referência a esses momentos e eu percebo que não me recordo deles.

A vida é mesmo um mistério para ser vivido e não para ser solucionado!

terça-feira, 7 de abril de 2015

as aventuras de juju e tootsie


juju
tootsie

A partir de hoje incluirei em meu blog fatos que considero relevantes em se tratando do reino animal. Tenho duas cachorrinhas e sempre há algo inusitado, divertido ou incomum acontecendo. Até agora nunca me ocupei de incluir como parte de minhas experiências no blog histórias com as cachorrinhas adoráveis que me acompanham no dia a dia.

Começo hoje com um caso que será entitulado: 



A  briga por uma pipoca.

De vez em quando costumo estourar pipoca para completar o lanche da noite. Hoje foi dia. A pequena (5 1/2 meses), chamada Tootsie, gosta de filar as pipocas, chegando sorrateira e fazendo olhos pedintes. Acabo dando algumas pipocas que ela devora num piscar de olhos. A juju só olhando...Achei que ficou com vontade de experimentar e coloquei uma bem perto do local onde estava deitada, no sofá. Não comeu. Mas sentiu-se proprietária do presente recebido, defendendo-o contra a intrusa Tootsie que já ficou de olho para surrupiar a guloseima. Isso porque eu achei que 5 ou 6 pipocas na idade dela eram mais que suficientes, depois da ração da noite (que vem sempre acompanhada de frango ou carne cozida picada). 


A cena foi muito engraçada. A Juju começou a rosnar toda a vez que a Tootsie se aproximava do seu território. Eu falava: come a pipoca, Juju. E ela...nada. Deitada no sofá, exibia seu troféu com orgulho e garra, defendendo-o contra a intrusa que chegou em casa outro dia e já quer dominar tudo...


Eis que as duas ouviram um barulho no corredor (que só elas ouviram) e era o cachorrinho do vizinho de cima. Correram para a porta e começaram a latir do lado de dentro do apartamento. De repente devem ter percebido que deixaram a pipoca abandonada sobre o sofá e correram para buscá-lo.Só que a Tootsie ganhou a corrida. 5 meses, e mais magra que a outra de 3 anos fizeram toda a diferença. Num bote certeiro a Tootsie abocanhou a pipoca e correu para debaixo do sofá. A Juju olhou-me com uma carinha que era mais de "deixa pra lá, o jeito é me conformar com a nova "amiga" e fingir que a pipoca não era tão importante assim.


Eis que a Tootsie aparece com um ar de quem sabe que é moleca arteira, confia em seu charme e beleza para deixar qualquer cachorrinha de 3 anos sentindo-se fora do páreo!