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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

PLANISFÉRIO HUMANO ou CARTA PLANA DO CORPO HUMANO






Tomando banho, de repente ao passar a bucha vegetal pelos braços e pernas, tive uma sensação de que meu corpo poderia ser escaneado e colocado como um planisfério. Seria isso uma carta do corpo humano representada em um plano? Estou cá tentando arranjar um nome para definir o que imaginei. Seria interessante cada pessoa ter seu "planicorpo" registrado em detalhes para que ao ser comparado com os demais, sirva como referência, ajudando-nos uns aos outros a percebermos as características de cada um, assim como ao analisarmos um planisfério, podemos magnificá-lo e descobrir o relevo de cada segmento, perceber as montanhas, rios, vales, vulcões, matas, desertos, enfim, a diversidade que se apresenta na superfície de cada corpo. 

Sei que é uma ideia louca, mas nos tempos da computação gráfica e dos vários recursos que temos ao nosso dispor, quem sabe alguém se arriscaria a tentar um relevo do corpo humano até como uma obra de arte? Não estou me referindo a um atlas do corpo humano e sim um mapa personalizado da superfície de um corpo, com os detalhes todos aumentados para melhor visualização e estudo. Poderíamos fazer um estudo comparativo e descobrir se há algo em comum entre os corpos que determine, por exemplo, a existência de certas doenças, ou mesmo a tendência a ter certos males que poderiam ser corrigidos a tempo...

Mas isso foi só uma ideia maluca. Algum cientista ou até mesmo algum artista poderia aproveitá-la e colocar em prática. Talvez eu possa explicar melhor a essa pessoa o que me veio à cabeça durante o banho ontem à noite, que fez com que eu visualizasse um esboço da carta plana do corpo humano.


Nota: o procedimento acima teria que ser feito no plano virtual, há que se fazê-lo com a pessoa viva, já que se for feito depois da morte não seremos mais que um tapete de vaca malhada, daqueles que se usavam (se usam ainda?) nas salas das casas rurais.

Resultado de imagem para tapete de vaca malhada


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

DELICADEZA




De repente me descubro delicada. Devo ter sido várias vezes na vida, mas hoje tomei consciência da delicadeza dirigida deliberadamente a uma pessoa. Alguém por quem tenho muita estima, apesar do longo tempo sem nos falarmos. Há 8 anos que não nos vemos e nossa convivência maior deu-se na infância e adolescência. Depois disso cada uma tomou um rumo. Quando a vi há 8 anos, foi como se o tempo não tivesse passado. A mesma estima, a mesma espontaneidade, e aquela conversa gostosa que só temos com pouquíssimas pessoas na vida: ficamos desde a hora da janta até as 4h00 quase sem tomar fôlego numa troca de palavras que nos fez um bem imenso!

Agora, graças ao whatsapp voltamos a conversar um pouco, depois de uma lacuna considerável de tempo sem sabermos uma da outra. Muita água rolou sob as nossas pontes, mas o carinho que temos uma pela outra continua o mesmo! Quando comentei que envelheci muito nesses últimos anos que ficamos sem nos ver ela disse que eu precisava me animar, me produzir, procurar amizades e selecionar algumas, ir ao shopping me distrair, me vestir com capricho e usar maquiagem, sair sempre que possível, etc.... Acho que ela pensou que eu estava me queixando de ter envelhecido. Como é uma mulher muito bonita e vaidosa, deve ter concluído que relaxei, me entreguei e desisti de viver bem. 

Como as pessoas projetam nos outros seus ideais de viver bem!!! Mal sabe ela que agora é que estou na melhor fase da vida, se considerar a paz de espírito em que vivo. Posso até arriscar dizer que sou feliz, pois faço tudo o que gosto e se não me produzo nem vou ao shopping , se não me visto na última, se não corro atrás de amigas pra jogar a conversa fora, se não ando por aí correndo feito "pau de enchente" (expressão usada por ela, que gostei muito), é porque minhas escolhas e valores são outros. Não suportaria (mas respeito totalmente) viver como ela me sugeriu. 

Mas agora quero falar sobre o tema desta publicação: DELICADEZA. Armei-me de todo o cuidado para não proferir palavras erradas que possam sugerir que estou rejeitando o que ela disse e ao mesmo tempo dizer que a admiro por fazer o que gosta e estar feliz por isso. Até porque ela não suportaria a vida que levo. Somos totalmente diferentes, mas somos almas irmãs. Interessante que isso é possível e creio que consegui me expressar sem criticá-la e deixar claro que a tenho em grande estima e admiração por tudo o que já passou e superou com boa vontade e determinação. 

Eu, que já fui tão intolerante e reativa, marquei esse encontro comigo mesma e reconheci que aprendi a usar de delicadeza com os outros. E a entender claramente que as diferenças me enriqueceram!